“ARTE & ARTIFÍCIOS”
Interioridade e suas relações refletem todo o espaço que habitamos.
Na era moderna o mundo ganhou além dos grandiosos avanços tecnológicos, das praticidades do dia a dia e da globalização das informações, a invisibilidade do afeto, marca registrada do sucesso nas relações empresariais. Você pode pensar: Mas o carinho, o afeto e a afeição, são sentimentos, portanto; abstratos. Literalmente sim; porém quando os ponho em prática os materializo em figura humana, daí a concretude a que me refiro.
Também recebeu como parte integrante desse sistema de vida humana, a IMPESSOALIDADE, refletindo diretamente em nossas atitudes que só reforçam isso, no nosso bairro, no nosso trabalho e sem dúvida alguma nas posições de poder.
Se me cabe os neologismos, rechaço assim que a “virtualização” contribui também para essa apologia dos números, da quantidade de contatos, ainda que faça anos que você não os vê ou se quer sabe destingir quem os são.
Parte disso se deve da agilidade de tudo e nessa correria e stress de hoje em dia, as pessoas passam e quando não são tratadas como números, materiais e produtos, são confundidas como máquinas ou até nem percebidas.
Uma vez compreendendo essa realidade cabe aos profissionais se enriquecerem de artifícios humanos para remar contra um senso comum que não favorece às relações em todos os âmbitos da vida, principalmente no trabalho.
O teatro é potencialmente uma arma pacífica e provocativa para o auto-conhecimento e para o jogo de pertencimento dos tantos papéis que temos num só dia.
Essencialmente pela descontração e fatores não habituais o teatro traz o elemento cênico único e indispensável para a existência teatral: O corpo e suas múltiplas funções a serviço das relações.
O potencializador vai desde articulações corporais, passando pelas improvisações das funções que ocupamos, ao relaxamento dirigido que precisamos, até a autoridade (sem autoritarismo) que necessitamos para bons resultados, seja em ter conhecimento da equipe e certamente de nossas metas e objetivos, até da liderança que desempenhamos.
Objetivando a humanização dos nossos muitos papéis e imprescindíveis valores para a comunicação inter-pessoal. A arte tem seu papel, esperamos que bem definido, nesse amaranhado, não como terapêutica, pois corre o risco de perder sua essência criadora e transformar-se num apoio “bonitinho”, mas num elemento co-relacionado diante dos muitos que somos e podemos ser nas mais diferentes vivencias do dia a dia.
Professor Tiago Ortaet
tiagoortaet@yahoo.com.br
Arte-educador da Prefeitura de São Caetano do Sul




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