segunda-feira, 17 de março de 2008

Educadores Multifuncionais e Participativos, Amantes de sua função e Dinâmicos...

Educadores Multifuncionais e Participativos, Amantes de sua função e Dinâmicos...

Quando o educador detém conhecimento dos parâmetros legais que regem uma instituição de ensino, ele passa a ter ferramentas para colaborar ou criticar as decisões hierárquicas, por estar a par das normas organizacionais da escola.Esta informação gerencial é importante pois geralmente as prioridades dos diretores de escola estão longe das necessidades que a disciplina de “Artes”carece.Priorizam-se muitas coisas, mas raramente a construção de um melhor Ateliê, isso quando há um ateliê na Unidade Escolar.Assim como cobramos participação efetiva dos alunos em atividades escolares, sendo ou não extra-classe, onde os mais participativos sempre se destacam, também a inserção do professor em todos os campos de atuação da U.E. é benéfico ao seu reconhecimento como uma liderança disposta a evoluir com os demais da comunidade escolar.As atribuições multigerenciais de uma escola não deve ser organizada somente pelo diretor, mas como propriamente rege a LDB, devem haver reuniões de estrutura administrativa nas dependências da U.E.Educadores Multifuncionais e Participativos, Amantes de sua função e Dinâmicos, parece se tratar de utopia, mas acreditem, ainda que ajam problemas, carência de melhorias na remuneração, olhares mais atentos dos poderes públicos, ainda que as dificuldades ultrapassem a casa das centenas, os verdadeiros educadores não se apóiam nos pilares de problemas para ser bom no que faz. Existe sim, cadeias de bravura, de solidariedade educacional e vigor, para combater estes tantos problemas.Mas o tempo urge, e a educação dos meninos e meninas pelos corredores e salas de aulas das escolas de meu país não podem esperar que os problemas se resolvam para terem sede de conhecimento, eles querem o hoje e o agora. Vamos nós, sempre muito cobrados, é verdade, abraçar as causas educacionais onde os braços de nossa insistência alcançar para que façamos valer a missão que temos.

Tiago Ortaet - Professor e Artista Plástico, 2007

“ARTE & ARTIFÍCIOS”

“ARTE & ARTIFÍCIOS”
Interioridade e suas relações refletem todo o espaço que habitamos.


Na era moderna o mundo ganhou além dos grandiosos avanços tecnológicos, das praticidades do dia a dia e da globalização das informações, a invisibilidade do afeto, marca registrada do sucesso nas relações empresariais. Você pode pensar: Mas o carinho, o afeto e a afeição, são sentimentos, portanto; abstratos. Literalmente sim; porém quando os ponho em prática os materializo em figura humana, daí a concretude a que me refiro.
Também recebeu como parte integrante desse sistema de vida humana, a IMPESSOALIDADE, refletindo diretamente em nossas atitudes que só reforçam isso, no nosso bairro, no nosso trabalho e sem dúvida alguma nas posições de poder.
Se me cabe os neologismos, rechaço assim que a “virtualização” contribui também para essa apologia dos números, da quantidade de contatos, ainda que faça anos que você não os vê ou se quer sabe destingir quem os são.
Parte disso se deve da agilidade de tudo e nessa correria e stress de hoje em dia, as pessoas passam e quando não são tratadas como números, materiais e produtos, são confundidas como máquinas ou até nem percebidas.
Uma vez compreendendo essa realidade cabe aos profissionais se enriquecerem de artifícios humanos para remar contra um senso comum que não favorece às relações em todos os âmbitos da vida, principalmente no trabalho.
O teatro é potencialmente uma arma pacífica e provocativa para o auto-conhecimento e para o jogo de pertencimento dos tantos papéis que temos num só dia.
Essencialmente pela descontração e fatores não habituais o teatro traz o elemento cênico único e indispensável para a existência teatral: O corpo e suas múltiplas funções a serviço das relações.
O potencializador vai desde articulações corporais, passando pelas improvisações das funções que ocupamos, ao relaxamento dirigido que precisamos, até a autoridade (sem autoritarismo) que necessitamos para bons resultados, seja em ter conhecimento da equipe e certamente de nossas metas e objetivos, até da liderança que desempenhamos.
Objetivando a humanização dos nossos muitos papéis e imprescindíveis valores para a comunicação inter-pessoal. A arte tem seu papel, esperamos que bem definido, nesse amaranhado, não como terapêutica, pois corre o risco de perder sua essência criadora e transformar-se num apoio “bonitinho”, mas num elemento co-relacionado diante dos muitos que somos e podemos ser nas mais diferentes vivencias do dia a dia.

Professor Tiago Ortaet
tiagoortaet@yahoo.com.br
Arte-educador da Prefeitura de São Caetano do Sul

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